Utilitarismo e feminilidade: a dualidade de Max Mara na MFW

Grife apresenta coleção para uma mulher poderosa

by Marcela Palhão
Foto: Reprodução/Now Fashion

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Nesta quinta-feira (19.09), Max Mara apresentou sua coleção de verão 2020, durante a semana de moda de Milão. Inspirado por uma frase de Natasha Walter, que diz que a “ficção precisa de mais espiãs femininas”, o designer Ian Griffiths embarcou no imaginário do mundo de ação e trouxe o mood de filmes hollywoodianos, como “As Panteras”, para a passarela.

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O resultado dessa inspiração foram looks feitos para serem usados por mulheres fortes, que dão valor a toques relacionados à moda masculina, como alfaiataria e o utilitarismo, sem deixar de lado a sensualidade e a feminilidade. Para alcançar esses fatores, Max Mara aposta em shapes fluidos e acinturados, cores claras e tecidos delicados, como o cetim.

Foto: Reprodução/Now Fashion

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Andando lado a lado na passarela, as modelos parecem emponderadas por um conceito muito simples e possível na moda: a igualdade da força criada por peças clássicas, como ternos, coletes e gravatas, mas que não se opõem à delicadeza de babados e pequenas jaquetas. É a prova de que a dualidade não só é possível, como faz parte da realidade de todas as pessoas.

Foto: Reprodução/Now Fashion

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A maior força do utilitarismo se faz presente pelos amplos bolsos, que fazem parte tanto de calças e jaquetas, como de camisas e bermudas – uma das maiores apostas do verão 2020. O detalhe acrescenta volume a peças, um tipo de formato que combina com diversas partes do corpo e a prova disso é que, ao longo do desfile, varia de posição, como no bolso e quadris.

Foto: Reprodução/Now Fashion

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A coleção também demonstra que existem diferentes momentos em que a força deve ser colocada em prática. Por um lado, as peças remetem ao workwear, desafiando as regras do social ao apresentar uma alfaiataria que conta com camisas e blazeres, mas também bermudas e uma mistura de saia lápis e fluidez.

Foto: Reprodução/Now Fashion

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Em outro momento, os looks de Max Mara lembram armaduras e uniformes de combate, com coletes, amarrações e cintos. Apesar de estarem em cima do salto, as modelos parecem estar prontas para qualquer cena de ação, tanto as que envolvem conversas afiadas, quanto as que fascinam por brigas e explosões.

Foto: Reprodução/Now Fashion

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É possível notar a dualidade até mesmo na maquiagem escolhida para o desfile. Enquanto os olhos recebem uma sombra de tom leve, esfumada por toda a pálpebra e finalizada por longos cílios, foi usado na boca um batom escuro, marrom e opaco, que reforça que há beleza em situações mais duras.

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Max Mara encerra o desfile com maestria ao apresentar as peças mais simples de toda a coleção: vestidos retos de cetins, em diferentes tons pastel. Monocromáticos, suaves e com movimento, mas não menos fortes ou elegantes.

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