Daniela a bordo do Jacaré-Açu na imensidão do Rio Negro - Foto: Divulgação
Daniela a bordo do Jacaré-Açu na imensidão do Rio Negro – Foto: Divulgação

Foi a bordo do Jacaré-Açu que me tornei íntima da Amazônia. Já estive na floresta antes, mas explorar o Rio Negro em um barco regional, deslizando sobre as águas mansas e intrigantes de um dos maiores rios do planeta, foi transformador. A verdade é que nada te prepara para a Amazônia, não basta informação, é preciso vivê-la. Saindo de São Paulo, com pernoite em Manaus, nosso grupo chega à pequena cidade de Novo Airão, ponto de partida da expedição fluvial Katerre.

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Almoçamos no restaurante flutuante Flor de Lotus e foi no deck do lugar que avistei os 64 pés e três andares do imponente e silencioso barco. Com oito suítes confortáveis, cozinha equipada e uma tripulação impecável, partimos rio acima percorrendo o deslumbrante arquipélago de Anavilhanas, com destino ao Parque Nacional do Jaú.

O barco às margens do rio - Foto: Divulgação
O barco às margens do rio – Foto: Divulgação

Foram inúmeras as experiências durante as quatro noites e cinco dias da jornada. Completamente desconectada e presente de corpo e alma, logo no primeiro entardecer percebi a mágica acontecer.

Highlights
Partindo de Novo Airão, a primeira noite foi em um redário no meio da floresta. De frente para o Rio Negro, com a lua clareando a vista, e ao som da mata, me entreguei, com coração de criança, à experiência. O dia amanheceu deslumbrante e partimos para uma trilha de três horas, comandada por Josué, nosso experiente guia, que apontou plantas medicinais e as particularidades da floresta até chegarmos às Grutas de Madadá.

Passeio de canoa pelos igapós - Foto: Divulgação
Passeio de canoa pelos igapós – Foto: Divulgação

Almoço e jantar eram servidos no barco e, entre as delícias, peixes frescos e produtos locais, como macaxeira, açaí e tapioca, em receitas caseiras. No Parque Nacional do Jaú, ficamos “cara a cara” com a maior árvore da floresta, a samaúma, com seus 70 metros de altura.

A embarcação ancorada para mais uma noite na Amazônia - Foto: Divulgação
A embarcação ancorada para mais uma noite na Amazônia – Foto: Divulgação

O ponto alto da expedição foi a trilha aquática pelos igapós. De canoa, penetramos na mata alagada, descobrindo um cenário cinematográfico. No decorrer dos dias, experimentamos focagem noturna de jacarés, pesca recreativa de piranhas e observação de animais selvagens.

De voadeira, uma lancha menor e mais rápida, partimos para um banho nas corredeiras do Rio Carabinani, e conhecemos nativos, seus costumes, tradições e também suas dificuldades. Uma parada na margem do rio para ver os petróglifos e o encerramento da navegação se deu nas impressionantes ruínas de Airão Velho, cidade que um dia foi berço da maior produção de borracha do mundo.

O gavião da Amazônia

Um dos espaços do charmoso lodge Mirante do Gavião - Foto: Divulgação
Um dos espaços do charmoso lodge Mirante do Gavião – Foto: Divulgação

Nossa última noite na Amazônia foi no Mirante do Gavião, o lodge de arquitetura moderna e charme sem precedentes, de propriedade de Ruy Tone. Engenheiro movido pelo instinto da preservação ambiental, ele é também o fundador da expedição que nos proporcionou conforto, planejamento e segurança.

Seus negócios sustentam projetos locais com foco na preservação ambiental e na educação de pequenos cidadãos locais sobre a importância da preservação e da extração correta de seus recursos naturais.

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