Ida: marca sustentável é lançada com time de mulheres criativas

Conheça a grife que tem Gabriela Machado no comando da criação

by Luciana Franca
Foto: Divulgação

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Erika, Suyane Ciça, Luiza, Mika, Susana, Guta, Carollina, Cafira, Georgia, Crioulla… Todas elas são Ida. E todas emprestaram sua percepção de mundo e seu trabalho para o lançamento da nova marca. Antes mesmo de apresentar a primeira peça da coleção em seu perfil no Instagram, Ida, idealizada por Bento Guida, CEO do grupo WBG Retail – detentor também da Souk -, e que tem Gabriela Machado como head de estilo, quis mostrar a que veio.

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“A moda não é mais a mesma, ela precisa ser relevante, colaborativa e gerar menos impacto ambiental. Essas mulheres apresentaram outros olhares, que não apenas o meu, sobre a marca. É preciso ter uma visão mais universal para atender a todas as demandas”, diz Bento.

Com a ajuda de Erika Palomino e Cassio Prates, Ida formou um coletivo feminino criativo para traduzir, em fotos e vídeos, a imagem da label com viés consciente, tanto em relação ao impacto ambiental quanto no atual conceito de sustentabilidade afetiva. “Quisemos criar essa rede de mulheres trabalhando juntas, se descobrindo e descobrindo o talento e a criatividade das outras, se ajudando e se complementando. Ida já fala de sustentabilidade, mas quisemos levar esse conceito também às relações e às atitudes de todas as envolvidas, de modo que elas sejam sempre positivas e propositivas”, conta Erika. “É uma forma de fazer por meio do afeto, que é a principal solução para a vida ser mais legal hoje, na moda e em tudo o que acontece”, completa ela.

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Além de ser um nome feminino, a palavra ida também está relacionada a trajeto. O futuro é um caminho de Ida. A busca por matéria-prima e comportamento cada vez mais com consciência ecológica é o mote da marca. “Nos comprometemos de que pelo menos 50% desta primeira coleção teria de ter um forte apelo sustentável. E temos o compromisso de aumentar esse número semestralmente”, diz Gabriela, que criou roupas altamente desejáveis e descomplicadas, como quimono de algodão orgânico tingido naturalmente, linha de upcycling denim – com jeans feito 100% do algodão desfibrado -, calça de malha recotton, também com fio 100% reciclado, e regata com tecido de garrafa PET.

Peças atemporais com materiais de alta qualidade e que, portanto, duram mais tempo no guarda-roupa, e vestidos fluidos com tecidos que amassam pouco, como viscose, também contribuem para um menor impacto no planeta. “Nossa coleção é 70% atemporal e 30% uau”, explica a head de estilo. As coleções-base serão lançadas semestralmente, com entradas mensais.

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A primeira traz três linhas-cápsula que fazem referência a momentos distintos da mulher: “Origens”, com tons terrosos e alaranjados, para quem está se descobrindo, saindo de casa; “Água”, com peças mais fluidas, para aquela que está em fase de transformação, se movendo; e “Transparência”, que será lançada em dezembro de 2019, para quem já tem autoconfiança de se mostrar quem é de verdade.

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Nativa digital, Ida acaba de ser lançada exclusivamente com vendas online. No entanto, Bento não descarta abrir uma loja física para o próximo ano. “É importante a experiência de sentir o produto e o conceito. Mas não será uma loja nos moldes tradicionais””, avisa. Certamente será algo como já existe em Copenhague ou Estocolmo, de onde buscou referências para criar a etiqueta com os pilares atuais da moda e da sustentabilidade. “Vi que tinha esse espaço no mercado, já que uma marca grande tem uma estrutura que não consegue mudar a cadeia de fornecedores rapidamente, e a pequena não tem escala para ter preços mais baixos.” Ida conseguiu se encaixar nesse meio do caminho com propósito e com peças que vão de R$ 80 a R$ 680. Mais um convite para seguirmos todas juntas.

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