Stella McCartney e o príncipe Charles na 47ª Cúpula do G7, no Reino Unido – Foto: Getty Images

Você já deve ter ouvido aqui na Bazaar Green que o clima está na MODA.

Isso mesmo, mais e mais precisamos falar dos impactos das atividades dos mercados de moda, beleza e design no planeta e nas pessoas.

No que diz respeito ao clima, estamos falando de emissões de gases de efeito estufa provenientes de queima de combustíveis fosseis, de desmatamento e outros.

E o que a moda pode fazer para entrar nessa conversa e promover mudança?

O primeiro passo é aceitar algumas verdades inconvenientes como ser uma das indústrias mais poluentes, e depois entrar em ação com medidas para diminuir esses impactos.

Grupo de empresários na 47ª Cúpula do G7, no Reino Unido – Foto: Getty Images

A boa noticia é que a moda, em nível mundial, vem se organizando para encontrar soluções. Um sinal importante foi a participação da estilista Stella McCartney no G7, que representou a indústria da moda durante as discussões na 47ª Cúpula do G7, no Reino Unido, encontro que aconteceu nos últimos dias 11 e 13 de junho.

Foi a primeira vez que os CEOs tiveram reuniões presenciais oficiais com líderes mundiais para discutir sustentabilidade e ter a designer mostra que a moda pode e deve fazer parte dessas discussões.

Stella defendeu que é necessário endurecer as leis que regulamentam a indústria da moda, e dessa forma, impor a pauta da sustentabilidade de maneira mais efetiva às marcas e seus designers, já que as mudanças climáticas são urgentes e não há mais tempo para promessas. Ressaltou que a ação coletiva se faz necessária, e a indústria da moda tem muito a contribuir dando este passo, já que é considerada uma das indústrias mais poluentes do mundo.

Dentre os objetivos definidos na convenção que podem influenciar a moda está a limitação no aumento da temperatura global até 2030 em no máximo 1,5°C, o que não é exatamente uma novidade, mas é imprescindível que as ações estejam voltadas para esse resultado, pois, ao contrário disso, os impactos à nossa saúde e à natureza podem ser irreversíveis, e o relógio não está a nosso favor.  Já sabemos que a moda também é responsável pela contaminação de 20% das águas, e mais um objetivo da cúpula inclui a conservação e preservação de 30% das nossas terras e nossos oceanos, também até 2030.

E para os que amam moda, como eu e você, essas discussões precisam evoluir e isso só vai acontecer se cada um fizer a sua parte. De um lado empresas preocupadas em calcular suas pegadas de carbono e, na outra ponta, consumidores cada vez mais motivados em fazer boas escolhas.

Vamos juntos,

Bjs

Chiara

#modapeloclima