Foto: Toa Heftiba/Unsplash

A preocupação com o bem-estar e a saúde é uma das mais altas apresentadas em 2020. Com o alastramento da pandemia de coronavírus, os hábitos alimentares precisaram ser reformulados, tanto para proteger a saúde, proporcionar aumento na imunidade, quanto para adequar a rotina ao isolamento, com compras à distância em supermercados.

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Entre alguns grupos de pessoas, a preocupação é antiga. De acordo com o balanço “Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil”, conduzido pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 49,5% do total das calorias ingeridas pelos domicílios brasileiros é proveniente dos alimentos frescos ou minimamente processados. Os dados foram colhidos entre 2017 e 2018 e, por isso, não foram influenciados pelo período.

Deste modo, um termo voltou ao vocabulário popular e dos nutricionistas: os superalimentos. Eles consistem, basicamente, em comidas com alto valor nutricional e com poucas calorias que podem ser consumidas em poucas quantidades, mas causam uma série de impactos positivos ao organismo.

“De maneira geral, os superalimentos favorecem o metabolismo, a capacidade mental, a desintoxicação do corpo e fortalecem o sistema imunológico, prevenindo o envelhecimento das células e doenças”, detalha Esther Vitorazzi, nutricionista e consultora da Armazém Fit Store.

Os superalimentos estão disponíveis por meio de grãos, frutas, sementes, azeites e extratos vegetais. Normalmente, são facilmente encontrados em supermercados, farmácias e armazéns, porém especialistas alertam que é necessário saber a procedência do produto, como fabricação/industrialização, manipulação e armazenagem, antes de acreditar que ele é realmente natural ou faz parte de uma cadeia ultraprocessada, o que teria um efeito contrário.

A listagem desses itens é grande e há, inclusive, opções mais difíceis de encontrar. No entanto, de modo geral, é comum ver algumas alternativas em mercados, como chia, azeite extravirgem, entre outros. Veja como potencializar a saúde com cinco destes superalimentos.

Chia

Composta por ômega 3, antioxidantes, cálcio, proteínas, fibras, vitaminas e minerais, ela pode ser consumida juntamente com saladas, iogurtes ou cereais. Controle de diabetes, colesterol e fortalecimento dos ossos estão entre os benefícios mais comuns.

Óleo de coco extravirgem

Foto: Tijana Drndarski/ Unsplash

O óleo de coco extravirgem proporciona melhora na imunidade, além de prevenir o envelhecimento celular, já que há alta concentração de antioxidantes. Ao encontrá-lo no supermercado, é importante observar o rótulo para verificar se é, de fato, do tipo extravirgem.

Linhaça

Popularmente considerada a fonte mais rica de ômega 3, a ingestão promove as defesas do organismo e reduz o risco de doenças cardiovasculares. Pode ser consumida de diversas formas, mas quando triturada é melhor absorvida pelo organismo.

Cacau

Foto: Rodrigo Flores/ Unsplash

Rico em antioxidantes e flavonoides – elementos que previnem o envelhecimento precoce e favorecem a produção de hormônios relacionados ao bom humor -, o cacau é muito diferente dos chocolates comprados no supermercado, que são ricos em açúcares. A opção de comprá-lo é a mais saudável para pessoas que gostam da ingestão do doce, já que ele pode substituir o achocolatado nas receitas.

Maca peruana

A maca peruana possui quantidades significativas de aminoácidos, fibras, hidratos de carbono e minerais essenciais, como cálcio, fósforo, ferro, zinco, magnésio, vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina E. O superalimento é capaz de proporcionar mais energia e diminuir os índices de ansiedade. Há estudos que a relacionam com o aumento da fertilidade, também.