Fitness: musculação é a base de tudo

Ela serve de preparação para outras atividades físicas, principalmente por reforçar a musculatura

by Anna Paula Buchalla
Foto: Divulgação

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Modismos vêm e vão nas academias. Alguns vieram para ficar, caso do HIIT (o treino intervalado de alta intensidade) e do funcional, já totalmente incorporados à rotina de treinamentos, por serem mais atrativos, dinâmicos e divertidos, mas também por seus benefícios ao corpo e à saúde. Mas a boa e velha musculação é – e os estudos da ciência dos esportes cada vez mais provam isso – a base de tudo. “Ela serve de preparação para outras atividades físicas, principalmente por reforçar a musculatura, minimizando os riscos de lesões. É uma espécie de ‘porto seguro’”, explica o personal trainer Rodrigo Sangion, CEO da Les Cinq Gym, em São Paulo.

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São os treinos de musculação os que realmente funcionam para hipertrofia e para modelar o corpo. Quer um braço com músculos saltando? Quadríceps rasgados como os de um atleta? Então tem de pegar peso pesado. E não é só para isso: com o envelhecimento, perde-se 10% de massa muscular ao ano. A musculação – e apenas ela – retarda esse déficit. “A perda muscular ocorre a partir dos 35 anos. Por isso, quem pratica musculação envelhece melhor, mantém e ganha músculos e força, essenciais para manter a capacidade funcional”, diz Martha Marcondes Mercuri, professora do Programa Platinum da Cia Athletica.

Há benefícios ainda em densidade óssea e ao músculo cardíaco, que trabalha com mais força. Vários estudos científicos já relacionaram exercícios com peso à prevenção de diabetes e doenças crônico-degenerativas. Se você associa musculação a séries monótonas e intermináveis, às voltas com halteres, pesos e anilhas torturantes, esqueça. Os treinos mais modernos são curtos, mas muito intensos. Duram, em média, 40 minutos, mas sempre no limite máximo de esforço.

Em outras palavras, exige-se mais do corpo em pouco tempo. “Executam-se menos repetições de um exercício (entre 10 e 12), com a carga máxima que cada um consegue sustentar. As séries também devem ser curtas, cerca de três”, explica Rodrigo Sangion, que criou um método que leva o seu nome, baseado nas pesquisas mais recentes sobre musculação. “Os estudos mais modernos mostram que treinos curtos, porém intensos, trazem os melhores resultados. A musculatura tende a ser mais bem desafiada, sem entrar rapidamente no processo de fadiga”, afirma Sangion.

O grupo BioRitmo aderiu ao movimento e acaba de lançar o Tônus Gym – The Muscle Lab: um laboratório de músculos, que alia ciência a uma proposta inédita no mercado. A nova microgym recria a musculação convencional, com treino curto, de 50 minutos, e resultado voltado à hipertrofia muscular. O objetivo é definir e aumentar a musculatura, a força e a resistência por meio de um treino coletivo e dinâmico. Ele é desenvolvido em duplas: cada par divide uma cage, espécie de “gaiola”, composta por barras, anilhas, dumbells, TRX elásticos e míni bands, com uma infinidade de exercícios alternados. “Começamos a nos questionar por que não evoluir a musculação? Afinal, músculos serão sempre músculos. A transformação está nos estímulos”, diz Carolina Corona, diretora de Microgyms do grupo.

A Tônus Gym ganhou equipamentos desenvolvidos especialmente para a prática. “Toda a estrutura tem atrativos visuais e sonoros sinérgicos, para propor uma experiência sensorial e física diferente de tudo o que já existe”, afirma Carolina. Isso porque a qualidade dos equipamentos interfere diretamente nos resultados.

As máquinas da italiana Technogym, referência nas principais tendências em fitness do momento, têm, por exemplo, a execução monitorada em tempo real, com indicadores de desempenho: quando o praticante sai do ritmo ideal, um sinal vermelho é acionado até que ele acerte o movimento, conforme indicado em uma tela. “A boa aparelhagem proporciona um desafio a mais à musculatura e ao rendimento, ao mesmo tempo em que deixa o exercício seguro e confortável”, diz Rodrigo Sangion, que adotou esses equipamentos de ponta na Les Cinq Gym.

Um deles, a esteira Skillrun, simula uma corrida muito próxima à de rua, com ladeiras inclusive. Ela sinaliza as diferenças mais sutis entre o movimento das pernas esquerda e direita, para que o praticante possa corrigir qualquer desequilíbrio. Isso tudo impacta – e muito – no resultado final. Ou seja, dá para fazer tudo, mas não dá para deixar de lado a musculação. Os especialistas recomendam treinar no mínimo três vezes na semana, exercitando todos os grupos musculares, pelo menos uma vez nesse período. Em dois meses, já dá para avaliar os primeiros resultados em aumento da massa muscular. Agora, perder gordura (e peso), só mesmo com dieta!