Por Camilla Bello

2015 foi o ano da diversidade. De olho nisso, a famosa agência de modelos IMG (a mesma de Gisele Bündchen e Kate Moss) integrou em seu casting uma modelo transgênero, Hari Nef, a segunda da história da empresa, ao lado de Valentijn De Hingh. Já a francesa Clémentine Desseaux fez história como a primeira top plus size a ser o rosto da grife de luxo Christian Louboutin. A canadense Chantelle Brown-Young, conhecida no mundo da moda como Winnie Harlow, foi a primeira modelo com vitiligo a representar marcas como Diesel e Desigual. E, em questão racial, a passarela celebrou o boom de manequins indianas em destaque: Pooja Mor e Bhumika Arora estão na lista.

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No entanto, apesar dos visíveis esforços e das tentativas da indústria da moda para incluir todos os tipo de modelos – pluz size, deficientes, de idade avançada… – em sua rede, a verdade é que ainda há muito a acontecer no campo da heterogeneidade, assim revela o The Fashion Spot. De acordo com um relatório recente do portal, apenas 1,4% de todas as modelos que ilustram campanhas de primavera/verão 2016 usam tamanhos acima do 40, considerado pela industria como “tamanho grande.

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Das 460 campanhas publicitárias analisadas pelo site, apenas seis representam uma “mulher real”. Ashley Graham, a primeira modelo plus size a estrelar a capa de uma edição especial de roupas de banho da Sports Illustrated, a de  2016, por exemplo, não aparece em nenhuma. Nem manequins semelhantes.

Na questão de etnia, as modelos brancas respondem por 78,20% do total analisado, enquanto as negras constituem 8,29%. O The Fashion Spot, no entanto, enfatiza que a percentagem de diversidade racial entre as tops aumento 6,5% em relação ao ano passado. Ainda assim, 12 das 14 modelos mais procuradas durante a temporada de primavera/verão 2016 são brancas. A norte-americana Lexi Boling, da Ford Models, foi a mais solicitada da estação, posou para um total de oito marcas. A argentina Mica Arganaraz, rosto da coleção cruise 2017 da Chanel, e a norte-americana Karlie Kloss vieram em seguida, na estampando sete campanhas, cada.

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Representação transgênero: 0%. O portal não encontrou nenhuma campanha com uma modelo transexual, algo que não acontecia desde a temporada de primavera/verão 2015. Embora as semanas de moda de NY, Londres, Milão e Paris tenham revelado oito modelos trans nas passarelas, o mercado publicitário as rejeitou.

E você, se sente representado nas campanhas de moda? Ou acha que as marcas deveriam se comunicar mais com as mulheres reais? Divida sua opinião com a gente em nossas redes sociais: (Instagram – @BazaarBR) (Facebook – @BazaarBR)

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