Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

A exposição solar direta sem uso de protetor é o que há de mais agressivo para a pele, pois a inflamação pode causar fotoenvelhecimento precoce, melasma e um aumento do risco de câncer, segundo a dermatologista Claudia Marçal.

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Mas, durante o isolamento social, ainda existem outros hábitos e vícios que danificam as células da pele e contribuem para o envelhecimento precoce. Veja quais são e como evitá-las:

Não lavar o rosto antes de dormir

Mesmo dentro de casa e sem usar maquiagem, devemos lavar o rosto para retirar acúmulo de sujeira, óleo e poluição – acredite, tudo isso pode entrar pela sua janela -, que podem levar a inflamações. “O ideal é usar um cleanser suave com hidratantes leves à base de óleos vegetais para manter a pele tratada”, diz o dermatologista Abdo Salomão Jr.

Tomar banhos longos e muito quentes

Banhos com água muito quente podem melhorar as dores musculares e o mau humor, porém eles vão deixar sua pele ressecada e descamando. “Água quente remove a umidade e a gordura natural da pele, deixando-a vermelha e irritada. Se sua pele já for ressecada, pode agravar ainda mais condições como dermatite atópica e rosácea”, explica o médico, que aconselha banhos rápidos com água morna e uso de loções hidratantes.

Má alimentação

O primeiro passo para manter uma pele saudável é uma alimentação equilibrada, com consumo de fibras, antioxidantes e gorduras boas. Quando açúcares e carboidratos são consumidos em excesso podem promover no organismo um processo chamado glicação. “Com isso, as moléculas de glicose se unem às proteínas de elastina e colágeno – substâncias responsáveis pela firmeza da pele. O áçucar faz com que as proteínas se quebrem, o que aumenta o processo de envelhecimento da pele e flacidez”, afirma a dermatologista Kédima Nassif.

Privação de sono

Muito além das olheiras, a falta de sono causa envelhecimento precoce ao diminuir a defesa antioxidante natural. “Isso acontece porque é no momento do sono que as células são renovadas e os radicais livres eliminados”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo. Dormir entre sete e nove horas por noite é essencial para produção de diversos hormônios que funcionam como uma defesa antioxidante natural contra os radicais livres, que causam envelhecimento cutâneo.

“No nosso corpo, o tempo todo os mecanismos de reparo não cessam, mas durante o sono noturno, eles são mais eficientes, pois a frequência cardíaca, a secreção de cortisol e a adrenalina diminuem. Então o organismo trabalha de forma mais amena e a reparação, o anabolismo muscular e a síntese de colágeno são maiores durante o sono”, afirma a médica Claudia Marçal.

Excesso de celular

Além de causar problemas de sono e aumento de estresse, o celular também está relacionado a problemas estéticos. O primeiro deles são as manchas. “A exposição excessiva diante do computador e celular, por exemplo, pode trazer malefícios como contribuir para o envelhecimento da pele e o aparecimento de manchas, por causa da radiação emitida. Estamos cada vez mais expostos ao chamado envelhecimento 3C: cidades, computadores e comunicação sem fio”, afirma Isabel Luiza Piatti, especialista em estética e cosmetologia.

Segundo a dermatologista Claudia Marçal, a luz azul é considerada a porção mais energética da luz visível e está relacionada a diversas patologias, como melasma e câncer de pele. “Presente na nossa rotina diária, ela é capaz de promover a médio e longo prazos um quadro de eritema mesmo que subcutâneo, mas já suficiente para gerar a presença de células que sofreram alterações importantes pela radiação ultravioleta apresentando degeneração no seu DNA, promotoras mais tarde da possibilidade de cancerização”, afirma a médica.