Beyoncé usa capa e body Valentino, chapéu Stetson, brincos e anel Tiffany & Co. e luvas Wing & Weft Gloves – Foto: Campbell Addy, com styling de Samira Nasr e Marni Senofonte, cabelo de Jwara e maquiagem de Francesca Tolot

Por Patricia Carta

A edição que você tem em mãos, ou está vendo pelo aplicativo, atesta que o mundo mudou. Para melhor e sem volta. Um bom statement para nossa September issue! Beyoncé na capa, e com uma entrevista de coração aberto no recheio, crava o selo da inclusão e da diversidade, temas imprescindíveis e que Bazaar já incorporou há um bom tempo. “Beyoncé – Um Ícone Moderno” é sobre quebrar barreiras, acreditar no sonho, resistir e incluir.

E essa é a mensagem subliminar em todas as nossas páginas. A começar pelo termo “cor de pele”, que até há pouquíssimo tempo se limitava a um tom único, ao nude. Finalmente, inaceitável. Hoje, tom de pele abre um leque para as mais diversas nuances dos possíveis tons que a pele pode ter – tendência que se espalha nas coleções nacionais. O tema vale ser explorado e avança até a nossa seção “Estilo” com a fluidez de gêneros que chega à moda.

Unissex? Isso não existe mais. Os termos vão se alterando à medida que o mundo vai se ressignificando, até chegar ao ponto de ter acabado a ideia conectada a dois gêneros únicos e separados – em “Macrotendênci”a, mostramos como esse conceito se manifesta na moda.

O movimento boys meet girls e girls meet boys marcou presença ainda em peças da Casa dos Criadores, com uma edição pontuada pela liberdade de vestir-se. Até a alta-costura, tão mais severa em seus princípios, está entrando na vibe. Jeans couture é a novidade para ventilar a imaginação. Por mais liberdades como essa! Acredite, elas virão. Já parou para pensar como se sente um homem trans quando menstrua? Uma marca de lingerie pensou nisso e criou a cueca menstrual. O ativista da causa, Alexandre Kiyohara, nos conta essa sensação, sob o ponto de vista de um homem trans, na seção “Em Foco”.

Fluir entre todos os gêneros soa também melhor quando falamos de beleza. Makes e grande parte dos perfumes lançados hoje são compartilháveis. E, como não seria diferente, as joias agênero atendem a todos os públicos, de forma leve e divertida, como você vê em “Joias”.

Fluir com elegância e leveza por um mundo muitas vezes cruel foi o que garantiu a sobrevivência da bailarina Ingrid Silva, em palcos tão elitistas mundo afora. Para quem não sabe, Ingrid foi a primeira a questionar a falta de uma sapatilha cor de pele, mas no seu tom. Acompanhe um dia na vida dela em 24 Horas.

Em “Fashionable”, a apresentadora Stephanie Ribeiro, arquiteta e feminista, mostra que o morar diz muito sobre questões de raça e de gênero. Já Nina da Hora, retratada em “At Work”, busca a fluidez mais justa das informações: integrante do conselho do Tik Tok, treina algoritmos para que não produzam preconceitos no universo digital. Já não era sem tempo.

Isabeli Fontana (Mlages) usa vestido Triton, joias Dassa Danna e luvas Prada – Foto: Lufré, com direção criativa de Jean Labanca, styling de Marcel Maia (Mlages), beleza por Helder Rodrigues (Capa MGT), produção de moda Carolina Albuquerque e Henrique Maciel, produção executiva Bruno Uchoa, assistente de beleza Juliana Boeno, manicure Claudia Vitoria, assistentes de fotografia Cassiano Lopes e Murilo Uchôa, assistente de arte Carmem Lages, assistente de produção Laura Cavalcante e tratamento de imagem Telha Criativa

Nossas modas são um respiro otimista: confira “Aumente o Volume”, com os excessos que estão em alta e a capa que comemora 25 anos de carreira de Isabeli Fontana. E para a reflexão sobre o novo mundo continuar a ser provocada, mergulhe nos questionamentos das relações afetivas sob a ótica das atrizes Bárbara Paz e Leticia Colin. Em Radar, elas se entrevistam nos bastidores do longa “Porta ao Lado”, em que atuam juntas. Essa Bazaar é um convite ao mundo novo. Tempo de sair da bolha. Venha!

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