Gaby Amarantos – Foto: Divulgação

Enquanto espera a estreia como atriz na novela “Além da Ilusão”, da Globo, a cantora e apresentadora de 43 anos divide sua rotina e até receitas paraenses. A Bazaar passou 24 horas com Gaby Amarantos. Veja sua rotina:

8h30

Faço um alongamento para ativar o corpo e uma meditação rapidinha de 10 minutos. Fico repetindo a frase: “Eu, agora, aceito alegremente a plenitude da Poderosa Presença de Deus – o Cristo Puro”. Consegui ter uma rotina na pandemia, mas, fora dela, minha vida é uma loucura. Respiro e repito esse mantra do dia, mentalizando coisas positivas, aí levanto e começo com uma energia boa.

Meu marido acorda bem mais cedo, então sempre tem um cafezinho preto pronto. Às vezes, ele traz um suquinho verde na cama. Sou bem levinha! Gosto de comer granola com uma fruta ou castanha do Pará. Vou tomar banho e já faço minha rotina de skincare. Também tiro um momento para falar com as minhas plantas, que têm nomes de cantoras: a Shakira, a Beyoncé, as Destiny’s Child, a Kali Uchis

10h

Faço terapia ou reservo um momento para estudo. Como apresento o “Saia Justa” (GNT), há muito conteúdo para ler: pauta, livro, artigo e roteiro. Todos os dias, me atualizo das notícias pelo jornal. Ainda não comecei a gravar a novela “Além da Ilusão” (Globo), mas naquele momento mais crítico da pandemia, sempre pegava o iPad, virava a câmera para mim e ficava ali, fazendo treinos de interpretação.

O clipe de “Amor Pra Recordar” (parceria com Liniker) é um filme, não só um vídeo de pop ou de dança e coreografia. O disco “Purakê” (um peixe elétrico, espécie de enguia amazônica), lançado mês passado, foi meu alimento durante esse período porque, desde 2011 – quando lancei “Treme” -, tenho essa coisa do segundo disco, mas não me deixei pressionar. Esse período veio a calhar.

Eu e o Jaloo, meu produtor musical e diretor artístico, fomos para um barco no meio do Rio Arapiuns, em Santarém e Alter do Chão (PA), e ficamos em uma imersão junto com o Lucas Estrela, outro parceiro de composição, no início de 2020. Ficamos comendo tucunaré e tambaqui, bebendo cachaça de jambu e tomando banho de rio. O álbum nasceu lá e, desde então, viemos amadurecendo. Já tinha escrito outras músicas anteriormente, que também entraram. Queria dar um choque elétrico, bom para a mente, corpo e coração. Para dançar, tremer, chorar, refletir e se conectar com a natureza, porque a Amazônia está muito presente nesse álbum, mas não de uma forma estereotipada. Muito moderna e do futuro.

13h

Paro para almoçar com meu boy com comida da minha terra (o Pará) como açaí, peixinho frito, quinoa e saladinha para balancear. Tenho uma pessoa para preparar a refeição, mas também amo cozinhar. Faço uma quinoa paraense, inventei essa receita inspirada pelo arroz cozido no tucupi (um líquido amarelo regional, extraído da raiz da mandioca), com camarão, coentro e jambu.

14h

Momento de relax quando não há trabalhos para aprovar com o Gareth (que, além de marido, é sócio na empresa) ou meu empresário Álvaro Gazé. Toda essa rotina tem um olho no celular quando chega demanda, contrato para provar, pensar em uma legenda para o Instagram, postagem de algum trabalho.

Gaby Amarantos – Foto: Divulgação

15h

É hora da minha oração. Esse momento minha mãe passou para mim e, agora, estou conseguindo fazer todos os dias. Meu relógio desperta e posso estar fazendo qualquer coisa, vou parar, respirar e cumprir um minuto de silêncio.

Quando estou em casa, tenho um espaço criativo e de estudo, onde faço as minhas aulas, maquiagem, tenho meus looks, instrumentos e onde produzo minhas músicas. Lugar muito sagrado. Todo artista tem que ter um cantinho criativo para exercitar a arte todos os dias.

Neste lugar, eu paro, ajoelho, agradeço e rezo o terço da misericórdia. Tenho me sentido muito espiritualista, sem falar em religião. Sou batizada no catolicismo e amo Nossa Senhora, amo ir à missa, mas já fui em culto evangélico. Respeito muito todo tipo de religião e manifestação.

16h

Sempre tem um lanchinho, uma castanha do Pará. Porque, para mim, ela tem um significado muito diferente. A gente come aquela castanha do pé, branquinha, que me lembra a Amazônia, a minha floresta. Açaí, também. Pena que não dá para levar na bolsa, senão teria carregamentos de isopor (risos).

17h

Atividade física, normalmente musculação três vezes por semana para fortalecimento e gosto muito de fazer ioga (pelo menos duas vezes), pois te coloca em um estado mais meditativo.

19h

Quanto mais à noite, minha criatividade aguça e vem ideia de música. Tenho uma meta – e tenho conseguido cumprir – de, pelo menos uma vez no dia, tocar um pouquinho meu teclado, escrever uma musiquinha ou terminar outra canção. Também tiro um tempinho para pensar em roteiro de clipe ou assistir vídeos de artistas novos. Muitas ideias vêm dessas imersões de uma galera africana, do Oriente Médio e clipes bem fora do eixo pop, que também adoro assistir.

20h

Depois do jantar, quando sempre tem uma saladinha com proteína, é meu momentinho de assistir filmes e séries ao lado do “namorido” (risos). Tem coisinhas que são nossas, mas temos gostos distintos. Ele é super da manhã, dá 23h, já tá caindo de sono. Falei isso na TV e o povo ficou chocado. Mas tem momentos que a gente dorme em quartos separados e é muito gostoso. A gente dorme junto, ainda mais quando está friozinho, de conchinha, mas adora dormir cada um no seu espaço.

Antes de deitar, um banho de água gelada – mesmo no frio porque dá uma sensação de relaxamento. Antes, skincare: tem um óleo, chamado Cheiro do Pará, que é uma mistura. Minha irmã trouxe de Belém incensos maravilhosos com cheiro do Pará, como patchouli, essência de priprioca, de breu branco. A casa sempre tem um cheiro de Palo Santo. Meu horário de dormir varia muito. Tem dias que vou à meia-noite, tem dias que vou para a cama, no máximo, às 2h.